Tuesday, 21 de September de 2021

Filmes fotovoltaicos orgânicos (OPV) chegou ao Brasil e promete mudar o ramo de energia renovável e competir com os painéis fotovoltaicos da energia solar

Os filmes fotovoltaicos orgânicos (OPV) invadiram o mercado de energia renovável, para competir com os painéis fotovoltaicos da energia solar

Mesmo que os filmes fotovoltaicos orgânicos (OPV) sejam mais caros, possuem grandes chances de conquistar o mercado de energia renovável com sua flexibilidade.

Nessa última terça-feira, (24), o setor de energia solar no Brasil começou a dar espaço para uma invenção que promete mudar o seu rumo e que demorou anos para ser gerada. Quando falamos nesse tipo de energia renovável, a primeira ideia que se passa pela nossa cabeça são os painéis fotovoltaicos instalados em cima das casas ou prédios comerciais. No entanto, por meio da FIR Capital, uma empresa de investimento em novas tecnologias, nosso país decidiu implementar o modelo do Centro Suíço de Microtecnologia (CSEM), dando origem a empresa Sunew. Ela será responsável por fabricar “filmes fotovoltaicos orgânicos” ou meramente OPV adesivado.

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Energia solar e os filmes fotovoltaicos orgânicos (OPV)

Apesar de que, nos dias atuais muitas pessoas não sabem o que são esses filmes, ele começou a ser fabricado lá em 2009. No entanto, para que eles sejam desenvolvidos, se faz necessário um investimento de R$40 milhões. Naquele período, o responsável por pagar o valor e produzir em larga escala foi Funtec, fundo do BNDES. Mesmo após o valor investido, demorou quatro anos para que a máquina capaz de produzir os OPV fosse construída.

Após esse período de 4 anos, mais dois foram necessários para que a máquina ganhasse vida e fosse fabricada pelos alemães. Após esse longo período de espera e expectativa, em 2015, a máquina que fabricava filmes fotovoltaicos orgânicos finalmente chegou em solo brasileiro. No total, o valor investido em uma única impressora é de R$150 milhões. Mas nesse caso, todo o esforço e espera valeram a pena, pois assim, a Sunew começou a funcionar.

Os filmes fotovoltaicos orgânicos (OPV) invadiram o mercado de energia renovável, para competir com os painéis fotovoltaicos da energia solar
Impressora que produz os OPV. Fonte: galtenergia

Adentrando um pouco mais no tema, os filmes fotovoltaicos orgânicos ou simplesmente OPV (organic photovoltaics), é constituído com materiais orgânicos, que ao serem descartados de modo incorreto, não causam nenhum dano ao meio ambiente. Em relação a sua aparência, eles são bem finos, semelhante a uma película, bem mais fácil de ser manuseado que os painéis no qual estamos acostumados.

Como ele é fino, possui uma excelente flexibilidade. Permitindo que seja instalado em diversas superfícies, independente do seu formato ou tipo. Mesmo com um design inovador, os OPV se mostram bastante eficiente em relação a geração de energia elétrica, contribuindo de modo significativo como sendo uma fonte de energia renovável.

Como são produzidos os OPV e como eles podem ser aplicados?

Como essa fonte de energia solar é semelhante a uma folha fina, para que sua produção ocorra de forma bem sucedida, serão necessárias cinco camadas de nanofolhas de polímero. Será esse tipo de folha que irá conduzir a energia recebida. Os filmes fotovoltaicos orgânicos possuem vinte vezes menos pegada de carbono (carbon footprint), que os painéis comumente utilizados.

Os filmes fotovoltaicos orgânicos (OPV) invadiram o mercado de energia renovável, para competir com os painéis fotovoltaicos da energia solar
Um exemplo de como os OPV podem ser aplicadas e beneficiar a sociedade. Fonte: galtenergia

A diferença entre ambos é que, nos painéis fotovoltaicos, esses possuem silício em sua composição. No entanto, mesmo sendo mais flexível e adaptável, os OPV possuem um custo bem mais caro quando comparado com os painéis. Onde um metro quadrado dos painéis fotovoltaicos é duas vezes mais barato que os filmes fotovoltaicos orgânicos. Além de serem mais caros, em relação a produção de energia solar, eles produzem 50% a menos que os painéis.

Aplicação dos OPV no Brasil

Quanto a sua aplicação, os OPV conseguem ser instalados nos mais variados locais. Por exemplo, em coberturas de estacionamentos, pontos de ônibus, restaurantes, escolas e até mesmo, em estações de BRT). Pensando ainda mais além, com o auxílio de uma impressora 3D, é possível criar estruturas que possam ser colocadas em locais públicos, tal como, postes em uma praça ou parque.

Ruth Rodrigues
Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.