Início Alto custo da energia elétrica faz inflação da Coreia do Sul ser uma das maiores dos últimos 14 anos: fenômeno econômico pode acontecer no Brasil; entenda

Alto custo da energia elétrica faz inflação da Coreia do Sul ser uma das maiores dos últimos 14 anos: fenômeno econômico pode acontecer no Brasil; entenda

junho 3, 2022 às 11:24 am
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Alto custo da energia elétrica faz inflação da Coreia do Sul ser uma das maiores dos últimos 14 anos: fenômeno econômico pode acontecer no Brasil; entenda - Pixabay
Alto custo da energia elétrica faz inflação da Coreia do Sul ser uma das maiores dos últimos 14 anos: fenômeno econômico pode acontecer no Brasil; entenda – Pixabay

A Coreia do Sul está vendo o valor da inflação do país aumentar por causa do preço da energia elétrica. A crise hídrica acontece em escala mundial e o uso de fontes renováveis através do vento e dos raios UV pode ser uma forma de converter a situação. 

De acordo com dados que foram compartilhados pela Reuters durante essa sexta-feira, 03 de junho, é estimado que a inflação do mês de maio da Coreia do Sul tenha sido uma das maiores dos últimos 14 anos. Ou seja, ela teria subido ao menos 5,4% durante o mês passado. E uma das causas disso seria o elevado valor que o país está tendo que cobrar pela energia elétrica por causa da escassez  devido a falta de chuvas. O debate levantou a hipótese de que o uso de fontes renováveis de energia pode ser uma forma de converter a situação. 

Economistas da Reuters afirmam que a taxa de juros pode aumentar novamente dentro de poucos dias. O debate sobre isso já é uma realidade para o governo coreano. É através da taxa de juros mais elevadas que se consegue controlar a quantidade de dinheiro em circulação no país junto ao preço de sua moeda perante ao dólar. É importante salientar que o Brasil também vem adotando essa prática de aumento da Selic, apesar disso não ser o suficiente e a moeda norte-americana continuar sendo cotada a uma faixa de R$ 4,82.  Os dados compartilhados pelo governo da Coreia do Sul estavam acima dos 2% de expectativa para o mês passado. 

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A postura de aperto dos bancos perante a inflação da Coreia do Sul 

 Kong Dong-rak, economista da Daishin Securities, afirmou não acreditar que os bancos da Coreia do Sul irão aumentar a taxa de juros como muitos economistas estão afirmando. Para isso, entretanto, será crucial manter a posição de postura para que a economia coreana possa ser mantida. Afinal, seria necessário controlar os empréstimos para garantir que nenhum pico de inflação voltará durante o mês de junho. 

Vale salientar que tanto o chefe da economia central quanto o Ministro de Finanças, afirmaram que a economia coreana contaria com a inflação acima dos 5% por alguns meses por causa do preço da energia elétrica. Quanto mais cara é a energia, mais dinheiro em circulação e, quanto mais dinheiro em circulação, mais caros os produtos tendem a ficar nos mercados em geral. A crise deixada pela pandemia e a falta de chuvas não afeta somente a Coreia, como também o Brasil, Turquia e Argentina – cuja inflação já chega a mais de 50%. 

As expectativas iniciais, de acordo com o Ministério Finanças há quinze dias atrás, era de que a inflação ficaria por volta de 3% neste mês de maio. No entanto, os dados foram ainda mais negativos do que isso. O  núcleo do IPC aumentou em ao menos 3,1% durante o ano, junto à elevação da taxa de juros em mais de 25 pontos percentuais.

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