Tuesday, 21 de September de 2021

Rio Grande do Norte fecha acordo e pode se tornar o primeiro estado a construir complexo de energia eólica offshore no Brasil

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O complexo de energia eólica offshore no estado do Rio Grande do Norte será inédito no Brasil e já está gerando alta expectativa na IER

Em acordo fechado logo no início da semana, o Rio Grande do Norte se tornará muito em breve o primeiro estado do Brasil a ter uma produção de energia eólica offshore, ou seja, no mar. A governadora do RN, Fátima Bezerra assinou nesta segunda-feira (13) o memorando de entendimento que firma esse acordo entre o governo do estado e a IER (Internacional Energias Renováveis), com o principal objetivo de promover um alto desenvolvimento e vasta implantação de projetos, que darão à geração de energia eólica offshore, além da produção de hidrogênio verde.

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Instalações do complexo de energia eólica offshore

A IER já vinha pesquisando e desenvolvendo desde 2020 diversos projetos de energia eólica offshore, juntamente com os estudos associado à geração de hidrogênio verde, situado no litoral Norte do Rio Grande do Norte.

O Complexo Eólico Offshore se chamará ‘Ventos Potiguar’ e a previsão é que as instalações do complexo inclua cinco usinas que irão operar com plena capacidade de 2,7 gigawatts, cerca de 207 geradores, sob as águas do mar, com a localização precisa entre os municípios de Pedra Grande e São Bento do Norte, cerca de 8 km da costa.

RN poderá se tornar um estado de referência em energias renováveis

Assinatura do memorando de entendimento – créditos: ASSECOM

Nos últimos tempos, o Rio Grande do Norte foi o estado que mais conseguiu novos investimentos em leilões para geração de energias renováveis. Isso mostra o empenho do governo estadual, que busca meios para ajudar no desenvolvimento e visibilidade do estado.

De acordo com a governadora Fátima Bezerra, este é o momento em que o estado do Rio Grande do Norte está avançando, dando passos bem firmes, que ajudarão na consolidação do primeiro parque de produção de energia eólica offshore de nosso país. Fátima Bezerra afirmou também que o RN ‘está na vanguarda do processo de geração de energia eólica no país’.

Ela acredita firmemente que tudo isso irá contribuir para ativar variadas cadeias produtivas na área, além de gerar empregos e rendas para os moradores do estado e localidades próximas.

Perfis e capacidade dos projetos de energia eólica offshore


Os empreendimentos Caucaia e Asa Branca, ambos no Ceará, têm os processos de avaliação mais antigos, respectivamente de 2016 e 2017. O mais distante da costa é o projeto Maravilha, do Rio de Janeiro, desenhado para instalação a 26 km do litoral. O mais próximo é o de Nova Energia, na Bahia, distante 200 metros da costa.

O maior empreendimento em capacidade de geração, segundo os dados do Ibama, seria o projeto Ventos do Sul, da Ventos do Atlântico, com instalação no Rio Grande do Sul, com 6.507 MW. Seriam 482 unidades geradoras ativadas a uma distância de 21 km da costa.

O mesmo empreendedor é dono do segundo maior projeto em capacidade, com 5000 MW e a 12 km da costa do estado do Rio de Janeiro. O terceiro maior projeto deve ser instalado em Aracaju e tem 3.840 MW de capacidade, sendo de propriedade da Equinor Brasil Energia. Três projetos de 3000 MW cada estão na lista dos maiores: Jangada (Ceará), Maravilha (Rio de Janeiro) e Águas Claras (Rio Grande do Sul), todas da Força Eólica do Brasil.

Valdemar Medeiros
Especialista em marketing de conteúdo, ações de SEO e E-mail marketing. E nas horas vagas Universitário de Publicidade e Propaganda.