Início Governo da Bahia irá realizar fortes investimentos na produção de hidrogênio verde com foco no abastecimento do mercado interno para projetos de descarbonização

Governo da Bahia irá realizar fortes investimentos na produção de hidrogênio verde com foco no abastecimento do mercado interno para projetos de descarbonização

abril 13, 2022 às 9:38 pm
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A descarbonização de locais como o Polo Petroquímico de Camaçari, é um dos focos do governo da Bahia para os investimentos na produção de hidrogênio verde, sem se limitar às exportações e com um grande olhar para o abastecimento do mercado interno
A descarbonização de locais como o Polo Petroquímico de Camaçari, é um dos focos do governo da Bahia para os investimentos na produção de hidrogênio verde, sem se limitar às exportações e com um grande olhar para o abastecimento do mercado interno. Fonte: iStock

A descarbonização de locais como o Polo Petroquímico de Camaçari é um dos focos do governo da Bahia para os investimentos na produção de hidrogênio verde, sem se limitar às exportações e com um grande olhar para o abastecimento do mercado interno

Os projetos de hidrogênio verde na região baiana estão cada vez mais acelerados e, frente a essa nova realidade, o governo da Bahia afirmou, durante na última segunda-feira, (11/04), que seus investimentos na produção do recurso não serão exclusivamente para a exportação e o foco principal será o abastecimento do mercado interno para a descarbonização de diversos locais, como o Polo Petroquímico de Camaçari.

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Investimentos do governo da Bahia na produção de hidrogênio verde são a nova aposta do estado para expandir a utilização de energia renovável na região

O estado da Bahia possui uma grande reserva de recursos para a produção de hidrogênio verde, a nova aposta do mercado global para a descarbonização das indústrias, e agora pretende realizar fortes investimentos nesse segmento. Assim, o governo do estado tem o objetivo de fomentar o desenvolvimentos de projetos de produção de hidrogênio verde focados não somente na exportação para outros mercados internacionais, mas, principalmente para o abastecimento do mercado interno no estado. 

A principal aposta do governo estadual é no processo de descarbonização de diversos locais na região e, de início, a administração já está em negociações com o Polo Petroquímico de Camaçari para uma possível parceria visando o abastecimento da operação com esse recurso. Assim, o governo não só iria fomentar o desenvolvimento de uma indústria focada no hidrogênio verde, como também colaboraria para a redução da emissão de gás carbônico no estado e, consequentemente, para um futuro com mais sustentabilidade. 

Dessa forma, o governo da Bahia lançou, em março deste ano, o Plano para a Economia do Hidrogênio Verde, com o objetivo de promover a produção e o uso do H2V e de impulsionar pesquisas científico-tecnológicas sobre o tema. Com isso, novas parcerias e negociações já estão sendo realizadas com diversas empresas do segmento energético que buscam focar no hidrogênio verde para o futuro da comercialização e abastecimento de energia no estado, como a Braskem e Basf, do Polo Petroquímico de Camaçari, e a Acelen, dona da Refinaria Mataripe (ex-RLAM).

Governo da Bahia não quer que o hidrogênio verde seja o novo “pau-brasil” e fará do recurso a nova aposta para o abastecimento do mercado interno

Um dos principais problemas em relação às novas alternativas de produção energética no Brasil é o foco do governo nacional em realizar operações de exportação para o mercado internacional, mas o governo da Bahia pretende alterar essa logística.

O estado não quer que o hidrogênio verde se torne um novo “pau-brasil”, ou seja, mais um recurso exclusivo para o mercado internacional e que se esvai com o tempo, mas sim quer aproveitar as reservas para focar no mercado interno e no abastecimento de estruturas estaduais para a descarbonização. 

Assim, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Paulo Guimarães, comentou que “A política federal tem que ser de desenvolvimento do mercado nacional de hidrogênio verde. É isso que a Europa está fazendo. Nós precisamos fazer a mesma coisa, senão, novamente, vamos ficar exportando pau-brasil. O hidrogênio verde vai ser o novo pau-brasil. Não adianta ficar exportando energia, ficar exportando minério, ficar exportando grãos, e gerar emprego lá fora”.

Por fim, o secretário também ressaltou a importância do desenvolvimento local de tecnologias que integram a cadeia de produção de hidrogênio, como os eletrolisadores e afirmou que esse será mais um dos pontos discutidos dentro da cadeia produtiva de hidrogênio verde no estado ao longo dos próximos anos.

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