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Energia do mar pode ser alternativa para o futuro

junho 28, 2022 às 4:03 pm
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Energia do mar
Energia do mar

A princípio, a busca por novas formas sustentáveis de geração de energia cresce exponencialmente. Neste sentido, uma boa oportunidade surgiu: a Energia do Mar, ou Energia dos Oceanos. Isso porque as forças da água do mar podem criar energia limpa e sustentável, além de ser ilimitada.

Atualmente, as usinas hidrelétricas de represa são a principal forma de produção de energia. Entretanto, alguns pontos tornam seu uso mais difícil, tais como o custo de implementação, além de mudanças climáticas e danos ao ecossistema local, o que é muito comum nesse tipo de geração de energia.

Como consequência, a busca por um novo tipo de energia tem sido buscada há algum tempo. Logo, a força hidrelétrica da energia do mar é uma boa opção para gerar energia limpa. Basicamente, a fonte de energia dos mares pode ser dividida em dois meios, maremotriz e ondomotriz.

Quais os Tipos de Energia do Mar?

Basicamente, a maremotriz funciona similarmente a uma represa de hidrelétrica tradicional. Assim, um compartimento acolhe a água da maré cheia. Quando a maré está baixa, a água armazenada é movida por turbinas, gerando eletricidade.

A energia que vem do mar – Usina de Ondas do Porto de Pecém – CE ( Canal: IRVA SARP)

Dessa forma, é possível obter energia maremotriz de duas formas: energia cinética das correntes, por conta das marés; e energia potencial criada a partir da diferença de altura entre maré alta e baixa. Em ambos os casos, é um exemplo que a energia do mar é uma boa opção para gerar eletricidade.

Em geral, a energia maremotriz é pouco utilizada no mundo. Entretanto, ainda é possível encontrar usinas maremotrizes em alguns países. Em 1966, na França, foi criado o primeiro projeto do tipo: a Usina de La Rance. Em outros locais como Canadá e China, também é possível encontrar usinas desse tipo.

Outra maneira de obter energia do mar é através das ondas oceânicas, conhecida como força ondomotriz. Em discussão desde os anos 1970, a sua efetivação só ocorreu em 2008, quando a primeira usina foi inaugurada. Basicamente, é possível captar força ondomotriz em qualquer parte do oceano.

No entanto, existe uma grande variedade de tecnologias para a produção desse categoria de energia. Apesar disso, a lógica utilizada é a mesma: o movimento das ondas aciona os geradores elétricos, em algo similar a bois semi-submersas, capazes de armazenar energia.

Como funciona a Energia do Mar?

Em geração, a produção de energia vinda das correntes causadas pelas marés é baseada no funcionamento de turbinas e barragens, bem similares às turbinas eólicas. Entretanto, as hélices são posicionadas na porção inferior do mastro, ou seja, abaixo da superfície do mar.

Neste sentido, o sistema da barragem atua no represamento da água e, como consequência, sempre é construído em área de baías, reentrâncias do mar no litoral ou enseadas, formando uma categoria de bacia. Finalmente, o controle do fluxo da água é desenvolvido por comportas.

Após isso, a água é armazenada na maré cheia, quando existe um grande aumento do nível do mar. Quando a maré está baixa, a água é liberada e, durante esse processo, ela passa pelas turbinas instaladas na parte inferior das barragens, gerando a conhecida energia do mar.

Logo após, no sistema de turbinas, tais estruturas estão fixas na camada de área que recobre o interior do mar. Assim, a corrente que ocorre pela alteração do nível da água é fundamental para movimentar as hélices das turbinas, que estão na parte inferior.

Neste parte, as correntes são mais fortes, portanto, o movimento da hélice aciona o gerador, onde é possível converter a energia cinética em energia elétrica. Tal sistema é extremamente seguro e eficiente, tornando a energia do mar uma fonte de energia limpa e sustentável.

Energia do Mar: um benefício bem próximo de nós

Basicamente, podemos dizer que o maior benefício da energia das marés é que ela é criada por uma fonte limpa – a água – que vem de uma fonte de energia renovável. Assim, ela oferece baixos impactos ambientais, por não oferecer poluição da água ou do ar.

No mundo, alguns países ainda dependem de fontes de energia não renováveis e nefastas para os ecossistemas, tais como os combustíveis fósseis – e até nucleares – geralmente por conta das suas condições físicas, tais como o clima, o relevo e a posição geográfica.

Neste sentido, tais condições não favorecem as usinas hidrelétricas e eólicas, por conta do seu alto custo e por ser um problema para o meio ambiente. Dessa forma, para a produção de eletricidade renovável e sustentável, a energia do mar se mostra uma boa alternativa para essas nações, especialmente a energia maremotriz.

No entanto, embora a energia elétrica criada a partir da energia do mar seja uma boa opção, especialmente por ser limpa e renovável, ela possui um alto custo de instalação, o que impede a perpetuação por diversos países. Geralmente, isso ocorre por conta do alto valor das turbinas e hélices.

Sendo assim, devemos considerar que a densidade da água é 800 vezes maior do que a densidade do ar, exigindo turbinas e hélices mais eficientes. Sem contar que as tecnologias para esse tipo de atividade ainda estão em fase de desenvolvimento, tornando a opção um teste para muitos lugares.

Energia dos Oceanos: Possui algum revés?

Atualmente, além de buscar fontes limpas e renováveis para a criação de energia elétrica, o planeta ainda busca oportunidades para consumir energia renovável e prática. Isso porque as baterias de carros elétricos, por exemplo, estão em busca de serem mais sustentáveis e eficientes, tornando o seu uso mais ecológico.

Ademais, outro fator impede o avanço da energia do mar: a energia maremotriz não pode ser feita em qualquer área. Para isso, é necessária uma boa latitude, sem contar na topografia local que deve ser adaptada para a instalação dos equipamentos, que devem ser adequados aos desníveis provocados pelas marés.

Para isso, é necessário que o local tenha cerca de sete metros para ser eficiente para a produção de energia maremotriz. Ademais, a velocidade média das correntes deve estar em torno de 2 m/s|1|, o que não é possível em todas as áreas marinhas do planeta.

Por fim, outra coisa deve ser considerada: as turbinas podem gerar um grande impacto ambiental, especialmente ao ecossistema marinho, por conta das transformações do fluxo de água. Mas, será que mesmo assim a energia do mar ainda é a mais vantajosa para produzir a energia elétrica?

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