Sunday, 24 de October de 2021

Conheça a Energia Solar por assinatura: um jeito descomplicado de usufruir Energia Renovável sem pagar tão caro

Sun Mobi e Órigo Energia inovam o mercado de Energia Renovável através de Energia Solar por assinatura, por meio de compartilhamento de placas fotovoltaicas

Apesar de já existir a um certo tempo no mercado, muitos desconhecem. Órigo Energia e Sun Mobi são apenas duas das empresas que estão apostando no compartilhamento das placas fotovoltaicas

Não é segredo para ninguém o tanto que a energia solar vem crescendo nos últimos meses. Trata-se de um setor que chegou para renovar aquilo que entendemos de energia renovável, além de amenizar o impacto deixado pela pior crise hídrica dos últimos 90 anos. No entanto, quando pensamos nesse assunto, imediatamente lembramos o valor a ser investido na instalação de placas fotovoltaicas. E assim, muitas pessoas acabam por desistir. Porém, hoje, (30/09), iremos apresentar a solução para esse problema. A startup Sun Mobi e a Órigo Energia passaram a oferecer esse serviço por assinatura.

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Devido ao alto custo das placas fotovoltaicas, a Sun Mobi passou a oferecer energia solar por assinatura

Para que pudesse atender a demanda, foi necessário que a startup aumentasse a sua capacidade instalada em 5 vezes o que possuía. Dessa forma, passou de 1 MW para 5 MW, onde resultou em um investimento milionário, de R$ 16 milhões. Uma das primeiras metas estabelecidas para os próximos anos, é que a empresa consiga atingir a marca de seis mil assinantes, em um período de três anos. Essa meta só foi traçada devido ao fato que, a cada ano, a startup consegue dobrar o número de clientes.

Esse é um método que poucos possuem conhecimento. Portanto, iremos explicar como funciona. Como já mencionado anteriormente, o custo para adquirir um sistema de placas fotovoltaicas é alto, mas mesmo assim, a energia solar é a mais barata dentre as opções de fontes de energias renováveis. Dessa forma, o modelo de assinatura foi criado como um método mais viável, para ser instalados em áreas menores, como casas residenciais ou pequenos comércios. Que caso optassem pela alternativa convencional, não sairia por menos de R$ 15 mil.

A assinatura funciona através dos créditos que são gerados por fazendas de grande porte, que utilizam placas fotovoltaicas para mantê-la ativa. Conforme os créditos são gerados, as fazendas optam por vendê-los para alguma distribuidora, que logo em seguida, irá repassar para aqueles que possuem interesse em adquirir uma fonte de energia renovável. Assim, todos ganham alguma redução no valor final, além de ter um abate no valor mensal da conta, graças à energia solar.

Segundo um dos sócios da Sun Mobi, Guilherme Susteras, “além dos benefícios econômicos, a ampliação da usina trará grandes ganhos ambientais para a região. Num horizonte de operação de 30 anos e com uma geração de 191 mil megawatts/hora, serão evitadas as emissões de 64,8 mil toneladas de CO2, o que equivale a cerca de 410 mil árvores plantadas”.

Energia solar por assinatura vale a pena?

Há vários benefícios que envolvem optar por pagar uma assinatura para usufruir de energia renovável, ao invés de adquirir as placas fotovoltaicas. A Órigo Energia é uma das empresas que fornece esse tipo de serviço. Estima-se que, um consumidor que gasta mensalmente 200 reais com conta de luz, conseguiria uma redução de 15%, ou seja, pagaria R$ 170 caso optasse por assinar o serviço.

Além do benefício do ponto de vista econômico, outros fatores poderão influenciar nessa decisão, principalmente, os aspectos sociais e ambientes. A Órigo Energia introduziu a energia solar por assinatura desde 2017. E até o momento, conseguiu evitar que 8 mil toneladas de gases do efeito estufa fossem liberados na atmosfera. E quanto aos seus mais de 10 mil clientes, esses já economizaram 20 milhões de reais. Para o diretor geral da Órigo Energia, Rodolfo Molinari, esse “é um fator que representa um importante reforço na renda familiar”.

Ruth Rodrigues
Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.