Saturday, 22 de January de 2022

Gigantes do setor petroquímico firmam acordos para a produção de energia renovável

Empresas da indústria petroquímica anunciaram acordos com fornecedores de energia renovável para a produção sustentável nos próximos anos

Algumas empresas da indústria petroquímica anunciaram acordos com fornecedores de energia renovável para a produção sustentável nos próximos anos

A corrida em busca de um futuro mais sustentável com base na produção de energia renovável está cada vez mais presente no cenário mundial e a indústria petroquímica do Brasil está indo na mesma onda. Durante esta última quinta-feira, (25/11), algumas empresas do setor anunciaram acordos com companhias fornecedoras de energia renovável para uma parceria a longo prazo na geração sustentável durante os próximos anos. 

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Indústria petroquímica se preocupa com os impactos ambientais e investe na produção de energia renovável 

A transição energética no Brasil é cada vez mais comum, seja pela pressão dos órgãos ambientais ou pela alta produtividade do país na produção de energia renovável e chegou a hora da indústria petroquímica aderir a novas fontes alternativas para a sua matriz energética. Assim, gigantes desse setor estão investindo em acordos com fornecedores de energia solar e eólica para uma produção sustentável que irá abastecer às suas sedes durante os anos seguintes

Levando em consideração as quatro maiores empresas da indústria petroquímica no Brasil, Braskem, Dow, Unipar e Unigel, desde 2020 já foram somados mais de R$ 5,3 bilhões de investimentos realizados em fontes alternativas de energia renovável, como a eólica e a solar. Somente A Unipar já possui dois convênios dessa natureza (com AES Brasil e Atlas Energia Renovável) e pretende gerar 70% da energia que consome no país de maneira totalmente sustentável, enquanto a Braskem conta com quatro parcerias no Brasil (com EDF Renewable, Voltalia, Canadian Solar e Casa dos Ventos).

O presidente da Unipar, Mauricio Russomanno, comentou acerca da importância dessa iniciativa no mercado nacional para um futuro mais sustentável e afirmou que “Melhoramos nossos custos e tornamos a empresa mais sustentável ao aumentar a participação de fontes renováveis ​​na matriz energética. Neste ano, já temos 50% contratados e nossa meta é chegar a 70% da energia renovável contratada para a operação brasileira ”.

Interesse da indústria petroquímica na produção de energia renovável pode desenvolver ainda mais o setor no país

As empresas da indústria petroquímica são grandes consumidoras no mercado energético, atuando como verdadeiras âncoras nesse segmento, assim, o interesse desse setor na produção de energia renovável viabiliza o desenvolvimento de novos projetos e o incentivo de outras áreas nessas operações também. Além dos contratos comuns para a compra de energia renovável, essas empresas estão cada vez mais investindo na produção própria desse recurso, uma ótima forma de garantir mais redução de gastos no futuro

O sócio-fundador da consultoria MaxiQuim, João Luiz Zuñeda, comentou acerca desse movimento e destacou que ele já era esperado em todo o mundo com o avanço dos impactos ambientais, afirmando que “Há uma discussão importante sobre os créditos de carbono e isso representará um custo para as empresas que não buscam formas de reduzir as emissões líquidas. Na petroquímica, a preocupação não é com o carbono que é usado como matéria-prima, mas com o que é usado como energia ”.

Enquanto isso, Jorge, chefe da gigante do setor energético AES Brasil, afirmou que “Esse esforço de mercado em busca de alternativas de fornecimento de energia renovável começou em 2018 e 2019, ganhando bastante impulso em 2020 e 2021. Atualmente, o mercado está muito aquecido e praticamente todas as empresas eletrointensivas estão negociando algum projeto de energia renovável ou ainda tem já um contratado ”.

Ruth Rodrigues
Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.