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EV Brasil investirá R$ 12,5 milhões para estocagem de energia eólica no estado do Rio Grande do Norte

setembro 27, 2021 às 11:17 am
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Energia – Rio Grande do Norte
Energia eólica/ Fonte: Site Sustentável

O documento entre a empresa e o governo do Rio Grande do Norte prevê a instalação de um projeto de armazenamento de energia verde em larga escala

Na última terça-feira (21/09), o governo do estado do Rio Grande do Norte assinou um protocolo de intenções com a empresa EV Brasil Consultoria. O acordo prevê a instalação de um projeto de armazenamento de energia verde em larga escala no estado que mais produz eletricidade através da energia eólica. Leia ainda esta notícia: Primeira torre de energia eólica offshore no Ceará será construída próxima ao Complexo do Pecém

O projeto de armazenar energia no Rio Grande do Norte

O investimento no projeto-piloto será de aproximadamente R$ 12,5 milhões, segundo o governo. O acordo prevê o suporte do estado na interlocução com fornecedores e compradores de eletricidade, além dos órgãos responsáveis pelo sistema nacional de energia. Também será estudado o local ideal no estado do Rio Grande do Norte para implantação do projeto.

A estrutura deverá ter 120 metros de altura e, quando concluída, terá capacidade de armazenar aproximadamente 400 megawatts de eletricidade, o que representa quase 10% da atual capacidade de produção de energia eólica do estado. A estrutura deverá operar por 35 anos. João de Deus Fernandes, diretor executivo da EV Brasil, que representa a Energy Vault no país, diz que “A previsão para construirmos a torre é de oito a dez meses e a nossa ideia é começar já no início do próximo ano, mas isso ainda depende dessas definições”.

Como funcionará o projeto no Rio Grande do Norte

Segundo o diretor executivo da EV Brasil, que representa a Energy Vault, o projeto de armazenar eletricidade que será instalado no estado do Rio Grande do Norte, funciona com “armazenamento gravitacional” – ou seja, a energia elétrica é transformada em energia cinética e gravitacional (relacionadas ao movimento dos objetos e à força da gravidade).

Os passos são:

  • A eletricidade – que a estrutura quer armazenar – é injetada em um motor;
  • Com uso de cabos de aço, esse motor levanta blocos de concreto que pesam de 30 a 35 toneladas;
  • Esses blocos são empilhados em uma torre de até 120 metros de altura, onde podem ficar por tempo indeterminado;
  • Para usar a eletricidade armazenada e jogá-la no sistema, os blocos começam a ser baixados da torre;
  • O cabo de aço, por sua vez, está ligado a um gerador de eletricidade, no topo da torre. Conforme ele se movimenta, com o peso do bloco, o gerador volta a criar energia elétrica, que é jogada de volta à rede nacional de energia.

O armazenamento pode garantir o fornecimento de energia

Hugo Fonseca, coordenador de Desenvolvimento Energético da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte (Sedec), o armazenamento pode garantir o fornecimento de eletricidade nos horários em que a produção da energia é menor e mais cara, por também ter mais demanda – entre 17h e 21h.

Atualmente, a eletricidade é lançada no sistema logo que é produzida e não é armazenada em nenhum lugar. Porém, no horário de maior consumo, à noite, a produção de energia solar, por exemplo, não existe. “Essa torre consome energia no momento que você tem menor custo e pico da produção, e pode jogar essa energia de volta para o sistema no momento em que o consumo e o custo da eletricidade é maior”, afirma.

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