Sunday, 24 de October de 2021

EV Brasil investirá R$ 12,5 milhões para estocagem de energia eólica no estado do Rio Grande do Norte

Energia – Rio Grande do Norte

O documento entre a empresa e o governo do Rio Grande do Norte prevê a instalação de um projeto de armazenamento de energia verde em larga escala

Na última terça-feira (21/09), o governo do estado do Rio Grande do Norte assinou um protocolo de intenções com a empresa EV Brasil Consultoria. O acordo prevê a instalação de um projeto de armazenamento de energia verde em larga escala no estado que mais produz eletricidade através da energia eólica. Leia ainda esta notícia: Primeira torre de energia eólica offshore no Ceará será construída próxima ao Complexo do Pecém

O projeto de armazenar energia no Rio Grande do Norte

O investimento no projeto-piloto será de aproximadamente R$ 12,5 milhões, segundo o governo. O acordo prevê o suporte do estado na interlocução com fornecedores e compradores de eletricidade, além dos órgãos responsáveis pelo sistema nacional de energia. Também será estudado o local ideal no estado do Rio Grande do Norte para implantação do projeto.

A estrutura deverá ter 120 metros de altura e, quando concluída, terá capacidade de armazenar aproximadamente 400 megawatts de eletricidade, o que representa quase 10% da atual capacidade de produção de energia eólica do estado. A estrutura deverá operar por 35 anos. João de Deus Fernandes, diretor executivo da EV Brasil, que representa a Energy Vault no país, diz que “A previsão para construirmos a torre é de oito a dez meses e a nossa ideia é começar já no início do próximo ano, mas isso ainda depende dessas definições”.

Como funcionará o projeto no Rio Grande do Norte

Segundo o diretor executivo da EV Brasil, que representa a Energy Vault, o projeto de armazenar eletricidade que será instalado no estado do Rio Grande do Norte, funciona com “armazenamento gravitacional” – ou seja, a energia elétrica é transformada em energia cinética e gravitacional (relacionadas ao movimento dos objetos e à força da gravidade).

Os passos são:

  • A eletricidade – que a estrutura quer armazenar – é injetada em um motor;
  • Com uso de cabos de aço, esse motor levanta blocos de concreto que pesam de 30 a 35 toneladas;
  • Esses blocos são empilhados em uma torre de até 120 metros de altura, onde podem ficar por tempo indeterminado;
  • Para usar a eletricidade armazenada e jogá-la no sistema, os blocos começam a ser baixados da torre;
  • O cabo de aço, por sua vez, está ligado a um gerador de eletricidade, no topo da torre. Conforme ele se movimenta, com o peso do bloco, o gerador volta a criar energia elétrica, que é jogada de volta à rede nacional de energia.

O armazenamento pode garantir o fornecimento de energia

Hugo Fonseca, coordenador de Desenvolvimento Energético da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte (Sedec), o armazenamento pode garantir o fornecimento de eletricidade nos horários em que a produção da energia é menor e mais cara, por também ter mais demanda – entre 17h e 21h.

Atualmente, a eletricidade é lançada no sistema logo que é produzida e não é armazenada em nenhum lugar. Porém, no horário de maior consumo, à noite, a produção de energia solar, por exemplo, não existe. “Essa torre consome energia no momento que você tem menor custo e pico da produção, e pode jogar essa energia de volta para o sistema no momento em que o consumo e o custo da eletricidade é maior”, afirma.

Roberta Santiago
Engenheira de Petróleo, pós-graduanda em Comissionamento de Unidades Industriais, especialista em Corrosão Industrial. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal. Não recebemos currículos