Saturday, 04 de December de 2021

De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), setor de Energia Renovável precisa de mais investimentos

Agência Internacional de Energia (AIE) revela que mais projetos devem ser elaborados no ramo de Energia Renovável

Para evitar impactos negativos com as mudanças climáticas, Agência Internacional de Energia (AIE) revela que mais projetos devem ser elaborados no ramo de Energia Renovável

Nessa última quarta-feira, (13/10), a AIE (Agência Internacional de Energia) revelou que, apesar de muitos países estarem aderindo e instalando fontes renováveis, seja de energia eólica, solar ou hídrica, ainda não tem sido suficiente. De acordo com a agência, para conseguir evitar que a mudança climática não atinja níveis de impacto tão negativo. Em relação ao Brasil, para que possa contribuir com o setor de energia renovável e evitar futuras turbulências no mercado, a única solução seria investir ainda mais em fontes renováveis.

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Faltando cerca de 15 dias para que tenha início a abertura da reunião de cúpula do clima COP26 da ONU, há uma série de coisas negativas acontecendo no setor de energia renovável, que poderá impedir que a demanda continue subindo. Dessa forma, por mais que a energia elétrica tenha estagnado em uma tarifa vermelha, ocasionando em uma conta de luz mais cara, ainda é difícil para muitos brasileiros, obter outra fonte energética.

A Agência produz um relatório anual, para que possa tentar explicar a população, como as ações realizadas de forma errada pode trazer consequências para o futuro. Acerca das práticas adotadas no momento, o relato descrito no documento é que, “sérias advertências diante da direção que o mundo está seguindo”, acometendo países que não buscam por melhorias nesse aspecto.

Outro item que pode ser encontrado no relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) é sobre a importância dos veículos elétricos e hidrogênio verde. No entanto, esses ainda não possuem números o suficiente, para ultrapassar o uso de energias fósseis. Os combustíveis fósseis, tais como o carvão, o gás e o petróleo, são responsáveis por 75% dos desequilíbrios climáticos.

De acordo com a AIE, “o progresso das energias limpas é muito lento para posicionar as emissões globais em uma queda sustentada a zero até 2050, o que permitiria manter o aquecimento global abaixo de +1,5ºC”.

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No total, serão 10 complexos solares a serem construídos pela subsidiária Qair Brasil, visando atingir uma potência equivalente à 440 MW. Até o momento, dentre os dez projetos esperados, somente dois obtiveram a aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no último leilão realizado. As unidades receberam o nome de Bom Jardim I e III, e serão construídas na cidade de Icó, no Ceará.

No contrato assinado com a Aneel, estipulou-se que as duas usinas deverão entrar em atuação até o dia 1º de janeiro de 2026. Porém, a Qair está tentando ao máximo, antecipar esse projeto, para que ele seja concluído com antecedência, e assim, possa gerar energia solar e beneficiar a população cearense. Até o momento, não há uma previsão para início das obras, entretanto, o desenvolvimento de projetos desse nível equivale a 18 meses de produção.

Ruth Rodrigues
Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.