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EDF combinará energia eólica offshore e hidrogênio verde no Brasil

julho 12, 2022 às 10:47 am
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Hidrogenio verde
Hidrogenio verde (Reprodução: divulgação)

A empresa francesa EDF Renewables, uma divisão da famosa EDF, está concentrando suas atividades em projetos híbridos que combinam energia eólica offshore e hidrogênio verde (H2V) no país. 

Atualmente, a empresa conta com cerca de 1,7 GW de geração eólica e solar onshore no Brasil, o que também inclui projetos em operação, autorizados ou em construção.

Segundo Sylvain Jouhanneau, gerente de negócios emergentes da empresa, a EDG está intrigada e deseja o quanto antes incluir projetos híbridos em seu portfólio. Neste sentido, ela afirma que a energia eólica offshore e o hidrogênio verde estão alinhados ao plano Brasil.

O Grupo EDF afirmou que, até 2030, almeja possuir 3 GW de capacidade de eletrólise em todo o planeta, produzindo hidrogênio verde e hidrogênio rosa a partir de fontes de energia renováveis, por meio da energia nuclear. Dessa forma, as intenções do grupo estão atreladas aos compromissos socioambientais que ela almeja para o futuro.

Segundo Jouhanneau, o objetivo inicial da EDF é começar um projeto moderadamente pequeno,  em torno de 10 MW de hidrogênio verde. Paralelamente, o grupo estabelece bases para futuros projetos offshores. Entretanto, atualmente não há um cronograma detalhado para que a corporação possa iniciar os seus investimentos.

Em parceria com a Hynamics, que garante o investimento em hidrogênio da EDF, a empresa iniciou um projeto piloto para fornecer H2V na Inglaterra, em uma siderúrgica na área industrial de Tesside. Para obter eletricidade para o projeto, a empresa contará com uma usina de energia solar que a EDF Renewables UK promete construir perto da siderúrgica, e um parque eólico offshore.

Produção brasileira de hidrogênio verde pode ser maior que o esperado

Jouhanneau acredita que o Brasil tem um grande potencial para assumir a liderança global da produção de hidrogênio verde renovável. Além disso, ele também enfatizou que o país deve agora ter um objetivo claro para colaborar na expansão do offshore, o que possibilita a abertura de portas para o hidrogênio renovável chegar neste patamar.

Jouhanneau estima que, ao olhar para as exportações, uma combinação de energia solar e eólica onshore, renováveis ​​atualmente desenvolvidas e competitivas no país, pode reduzir o custo do hidrogênio verde brasileiro, além da eólica offshore. Aproximadamente 80% do custo de fabricação de H2V é eletricidade.

Neste sentido, como a eletricidade possui um custo muito alto, essa adesão representa uma oferta de soluções para otimizar essas fontes e garantir eletrolisadores de forma econômica. Além disso, o hidrogênio verde produzido no Brasil poderia ser exportado por um preço competitivo para os Estados Unidos, África e Europa.

A empresa prevê anunciar em breve o início dos empreendimentos eólicos offshore no Brasil. Entretanto, a empresa ainda não possui uma data específica para começar as suas atividades no país, mas estima que em até 10 anos os empreendimentos estarão operantes.

Autoridades francesas desejam nacionalizar EDF

A França declarou no último dia 6, que pretende nacionalizar totalmente a EDF. Segundo Elisabeth Borne, primeira-ministra do país, o Estado Francês já contratava 84% das ações da empresa e, eventualmente, deseja controlar os 100% do capital.

Atualmente, a França passa por uma crise energética. Neste sentido, a notícia se mostrou primorosa, especialmente porque os CEOs da Engie, EDF e TotalEnergias assinaram um pedido na última semana ao povo francês onde pedem que a população consuma menos gás, energia e petróleo.

Economia azul: Ceará mira de algas às usinas eólicas offshore.

Em uma declaração ao Le Journal du Dimanche, Catherine MacGregor (Engie), Jean-Bernard Lévy (EDF) e Patrick Pouyanné (TotalEnergies), apontam que uma conscientização coletiva e individual deve ocorrer, especialmente para diminuir o consumi de energia, gás, eletricidade e os derivados de petróleo.

Além disso, o governo francês desenvolveu planos de backup caso, eventualmente, o fornecimento de gás russo – que representa cerca de 17% de todas as suas necessidades de gás – seja interrompido.

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