Saturday, 04 de December de 2021

Complexo Jandaíra: Copel irá desenvolver no RN, mais usina de energia eólica

A expectativa é que o projeto de energia renovável comece a ser desenvolvido em 2022. Assim, o Complexo Jandaíra irá aumentar a potência instalada de energia eólica da Copel

A expectativa é que o projeto de energia eólica comece a ser desenvolvido em 2022. Assim, o Complexo Jandaíra irá aumentar a potência instalada da Copel e abastecer muitos potiguares.

Essa última segunda-feira, (25/10), foi iniciada com uma excelente notícia na área de energia renovável. A Companhia Paranaense de Energia (Copel) está com o objetivo de desenvolver mais uma usina de energia eólica no Rio Grande do Norte (RN), até 2022. Intitulado como Complexo Jandaíra, o projeto contará com quatro parques, onde serão instalados cerca de 26 aerogeradores. No local escolhido pela companhia para erguer o novo investimento, os ventos chegam a perfazer um total de 90 MW. Com essa potência, seriam beneficiadas, aproximadamente, 250 mil pessoas.

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Como o Complexo Jandaíra pode ajudar a Copel a desenvolver mais projetos de energia eólica no estado do Paraná?

O Complexo Jandaíra não será o primeiro investimento da Copel em solo potiguar, mas sim, o sétimo. Para que o projeto saia do papel, a companhia irá investir o equivalente a R$ 400 milhões. Atuando no Rio Grande do Norte desde o ano de 2015, a empresa possui usinas de energia eólica de Bento Miguel, Brisa Potiguar, Cutia, São Bento, São Miguel do Gostoso I e Vilas. Em relação ao complexo de São Miguel do Gostoso I, a Copel tem em sua posse, 49% do complexo gerador de energia renovável.

Somente no estado do Rio Grande do Norte, a companhia possui uma capacidade instalada atual de 920,22 megawatts de energia eólica. Com essa quantidade de energia renovável sendo gerada, a empresa ocupa o 6º lugar no ranking entre as maiores geradoras do Brasil. Ao gerar essa potência, possui o suficiente para levar energia para 2,5 milhões de pessoas.

A companhia trabalha com diversas fontes de energia renovável, variando desde a eólica, hidrelétrica e até mesmo, energia solar. Visando contribuir ainda mais com essas metas sustentáveis, foi que a Copel iniciou a construção do Complexo Jandaíra. No entanto, outro empreendimento eólico que deve ser lembrado é o Complexo Vilas, adquirido no mês de maio, com investimento de um bilhão de reais. Com a aquisição do Vilas, 13% da energia gerada pela Copel, é através dos ventos.

De acordo com a empresa, “a geração de energia eólica no Rio Grande do Norte chega a ser 35% superior à de projetos similares em outras regiões do Brasil. Além disso, um parque eólico tem potencial para um segundo investimento, de plantas de geração solar fotovoltaica. O regime de ventos na região favorece a geração no período diurno, o que é uma vantagem estratégica, pois durante o dia o preço-horário da energia tende a ser maior, aumentando o potencial do ganho do projeto”.

Por que a Copel não busca expandir seus empreendimentos de energia renovável no Paraná?

Pelo simples fato de ser uma companhia paranaense, a expectativa é que os investimentos maiores fossem destinados para o estado do Paraná ou regiões próximas. Porém, não seria um investimento tão benéfico para a Copel. Isto é, para que um parque eólico seja erguido, se faz necessário que um valor razoável seja investido. No entanto, o estado do Paraná não possui ventos iguais ao da região Nordeste, diminuindo assim, a sua capacidade de produção.

Em contrapartida, o Rio Grande de Norte é um dos maiores destaques quando o assunto é produção de energia eólica. O estado conta com investimentos e complexos pertencentes as 14 maiores geradoras do mundo. Nesse ranking, a Companhia Paranaense se encontra em segundo lugar, no quesito de geração de energia eólica.

Ruth Rodrigues
Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.